Mikaili Sol – Reinado precoce

Cearense Mikaili Sol, aos 14, conquistou 4 títulos mundiais, se tornou a campeã mais jovem da história e a primeira mulher a obter nota máxima em manobra de freestyle.

Como você faria se já tivesse atingido o ápice da carreira aos 14 anos? A pergunta soa estranha, mas é exatamente o dilema vivenciado pela atleta cearense de kitesurfe Mikaili Sol. A resposta vem rápido: “ganhar de novo e de novo”.

O currículo fala por si. São nada menos que quatro títulos mundiais na categoria júnior e a conquista do circuito WKL na última temporada, o maior torneio profissional da modalidade se tornando a campeã mais jovem da história e a primeira mulher a atingir a nota máxima em uma manobra de freestyle.

Natural da Vila do Preá, no litoral cearense, a jovem se prepara para deixar o lugar de origem em busca da expansão na carreira. A alta performance trouxe patrocinadores e le- vou Mika para longe de casa na atual temporada.

“Depois do último mundial, comecei a treinar mais com meu treinador, o suíço Fabio Ingrosso. Em janeiro, estive no Sri Lanka, África do Sul e Marrocos. Agora estou indo para Bonaire e França. Treino muito a parte física para prevenir lesões e ficar forte”, afirmou Mika.

O solo francês é o destino porque recebe a primeira etapa do mundial de kitesurf GKA, na modalidade freestyle. A prova acontece na cidade de Leucate, entre os dias 20 a 25 de abril – categorias Masculino e Feminino.

Os atletas ainda passam por Marrocos, Espanha, Suécia e Ilhas Maurício até fechar a temporada na Praia do Cumbuco, em Caucaia, litoral considerado o paraíso do esporte. Atual campeã, Sol não esconde a ambição de estender a hegemonia sobre o kitesurfe nos próximos anos e se tornar uma lenda do esporte, mas ressalta que dividir a rotina com os estudos é uma missão difícil. Com o calendário cheio para 2019, a cearense revela também que a busca por patrocinadores é necessária e precisa ocorrer no exterior, pois não há incentivo à modalidade no País.

“O plano para minha carreira internacional é buscar mais patrocinadores para ajudar a sustentar treinamentos, competições, estudos e viagens. Não é muito fácil pagar todas as despesas. Só tenho 14 anos; então são muitas oportunidades pela frente. Agora, estou mais conhecida fora do Brasil, porque o kite é respeitado no exterior. Aí todos os meus patrocinadores precisam ser de longe. Aqui, não temos muito valor como nos EUA ou Europa”, finalizou.

Polo cearense

Além do troféu mundial, Mika também defende o título de atleta mais completa do circuito internacional, feito obtido na última temporada, em provas realizadas na Alemanha que testaram todos os atributos da modalidade. Na ocasião, o cearense Carlos Mário “Bebê” venceu na categoria masculina.

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