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Tapete Mágico

Nick Leason, criador da Lift Foils, explica sua construção e como funciona o brinquedo.

Colocar um motor para propulsionar uma prancha de foil foi um conceito que surgiu naturalmente, afinal, já haviam colocado um motor numa prancha de surfe, depois num SUP e, nada mais justo do que provar dessa fruta numa categoria de prancha que não necessita muita energia para se deslocar com velocidade.

Nick não é o gênio da lâmpada, mas o resultado que ele atingiu é basicamente um tapete mágico.

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O motor, elétrico, não faz barulho nem polui o ar. É só acelerar, e voar sobre as águas. Foto: Divulgação.

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O controlador, ou acelerador manual, é à prova d’água e diminui a aceleração quando a bateria chega perto de descarregar totalmente, dando tempo para que você chegue à margem mais próxima. Foto: Divulgação.

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O equipamento todo, que no caso desse modelo tem o nome de Lift eFoil, custa aproximadamente US$ 12mil, mais frete e taxas. Foto: Divulgação.

Que bom, não há barulho ou fumaça – O fato de o motorzinho (turbina) ser elétrico, causa uma sensação ainda melhor quando você passeia sobre a água, que, aliás, tanto faz se está lisinha como um espelho ou cheia de crespas. Para levitar a prancha conta com uma “quilha-asa”, ou foil, como é mais conhecido.

É incrível que essa asa consiga suportar prancha e alguém sobre ela, mas é tudo uma questão de hidrodinâmica. Para controlar a velocidade há um gatilho (sem fio ligado à prancha), como naqueles carvings com motor elétrico. A bateria pode durar até uma hora, dependendo da maneira que você acelera a prancha, que pode chegar até 40km/h. Bem rápido para um transporte aquático.

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O hydrofoil apresentado pela Lift Foil, que desenvolve esse tipo de quilha e conceito motorizado há nove anos, é todo em carbono. Foto: Divulgação.

Requer um certo equilíbrio, mas fica mais fácil de aprender como andar e controlar, comparando a outras pranchas de foil, por conta da propulsão. Mesmo assim, o brinquedo deve ser usado com bom senso e uma boa dose de cautela, especialmente com a saúde alheia.

Se a moda pegar, com certeza, regras serão implementadas determinando locais onde se pode ou não usar esse tapete mágico. De certa forma, vejo a invenção como mais perigosa do que um jet ski, porém, também parece mais divertida… tipo o skate de “De Volta Para o Futuro”.

Por Edinho Leite – Waves

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